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A idéia que norteou este trabalho está voltada para a relação das Histórias em Quadrinhos com o processo de alfabetização, um processo muitas vezes que se inicia no seio familiar, pois desde cedo a maioria das crianças tem contato com as Histórias em Quadrinhos. Grande parte dos professores ainda acredita que as Histórias em Quadrinhos não tem influência e nem desperta a curiosidade e a aprendizagem das crianças. É preciso quebrar este mito, e acreditar que as Histórias em Quadrinhos em sala de aula faz um grande diferença na aquisição da escolaridade. Por tanto o problema da pesquisa é: Qual a influência das Histórias em Quadrinho no processo de alfabetização? Examinado a questão acima e o que permeiam o tema central da pesquisa, considero que essa investigação tem por finalidade esclarecer como é a Influência das Histórias em Quadrinhos no Processo de Alfabetização.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

LETRA B

Hoje quase nem postei a letra B, com esse tempo seco não tem saúde que resista, mais aos trancos e barrancos consegui ao menos postar hoje a letra B, amanhã quem sabe com menos dor de cabeça consiga postar mais letras.
B
ELA ESTÁ NA BORBOLETA
NA BARRIGA DO BIDÚ
VEM TAMBÉM NO SEU BIGODE
E NA BOMBA DO BUGU

TEM NA BOCA, TEM NO BEIJO
NO BAÚ E NA BOTINA
NA BATATA, NA BACIA
E NA BONECA DA MENINA.
O Bidú é o que está ganhando um beijo de uma cadelinha, e o Bugu está na letra B maiúscula segurando uma bomba.

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

LETRA A

Agora vou apresentar toda minha idéia , de como trabalhar com a Turma da Mônica e seus personagens em sala de aula, vai demorar muito até que eu consiga fazer um fechamento, se é que realmente um dia as minhas idéias tenham fim, por que o Maurício de Souza está sempre inovando.

Começo com a apresentação dos personagens, junto com as letras do alfabeto.

A letra A é a primeira...tenham paciência que um dia consigo chegar no Z. Requer um pouco de trabalho. Mais vale a pena todos os dias postar um pouquinho e quem sabe um dia será útil a vida de alguém, afinal de vez enquando pra me ajudar preparar aula eu procuro em sites e me é de grande ajuda os blogs que encontro por aí, e foram esses blogs que me inspiraram a fazer o meu. Então obrigado a todas as pessoas que também acreditam na minha idéia.

Esse alfabeto fui eu que montei, pois na época ainda fazia magistério e minha mãe era professora da educação infantil, foi tudo feito a mão e pintado, quem tiver mais idéias e um melhor vamos trocar experiências.

A




ELA ESTÁ NO ASTRONAUTA

E NAS ASAS DO AVIÃO

NA ANDORINHA E NO ANJINHO

NA ARARA E NO AZULÃO





É DE ÁGUA, ÁGUIA E ALHO

É DE ABELHA QUE FAZ O MEL

DA ADRIANA, DA ANA PAULA

DA ANINHA E SEU ANEL.
 
(Não sei quem é o autor dos poemas)
 

A sua esquerda na parte de cima tem o Anjinho, no meio o Astronauta e a direita no canto a Aninha que é namorada do Titi.Esses são os personagens com a letra A que na época que eu fiz existia. Hoje devem existir mais com a letra A.
Aproveite o nome dos seus alunos que começam com A e coloque no poema.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Através desta pesquisa, pretendeu deixar mais evidente a influência que as histórias em quadrinhos tem no processo de alfabetização, tanto no ambiente alfabetizado, quanto no aprendizado.


A partir de questionários respondidos pelos professores e observações diretas sobre os alunos, foi possível detectar como esta relação vem acontecendo.

Viu-se que as crianças estão expostas desde que nascem a diferentes meios de convivência, sofrendo inúmeras influências, ficando claro que no início de sua formação, é importante que a escola quebre o tabu, sobre os malefícios que os pais acreditam que as histórias em quadrinhos podem trazer.

Ficou evidente que o ambiente alfabetizador precisa ser organizado e assimilado aos hábitos de trabalhos que contribuem para a independência de cada criança, e que é necessário não provocar poluição visual.

Assim sendo, pode-se verificar que ao escolher histórias em quadrinhos, o professor deve familiarizar-se bem com este gênero, e escolher um tema para organizar o ambiente alfabetizador e suas atividades, não deixando de dispor dos demais.

Percebe-se que a escolha da história em quadrinhos Turma da Mônica proporciona um ambiente rico de experiências, que contribuirá para aprendizagem.

Inúmeros estudiosos vêm comprovando a veracidade desta relação da história em quadrinhos com o processo de alfabetização.

Faz-se necessário que os profissionais da educação, reflitam sobre o tipo de envolvimento que os alunos têm com as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica.

Deixo para finalizar e nos fazer pensar com uma citação de Vergueiro.

Os quadrinhos não podem ser vistos pela escola como uma espécie de panacéia que atende a todo e qualquer objetivo educacional, como se eles possuíssem alguma característica mágica capaz de transformar pedra em ouro. Pelo contrário, deve-se buscar a integração dos quadrinhos a outras produções das indústrias editoriais, televisão, radiofônica, cinematográfica etc., tratando todos como formas complementares e não como inimigas e adversárias da atenção dos estudantes. (Vergueiro, 2007,p.27).

Observação

Para realizar o meu trabalho, procurei observar as crianças de cinco a seis anos, em idade pré-escolar.


Foi preciso a observação para contribuir e complementar o que foi lido para realizar este trabalho.

Na minha observação pude perceber que os professores tentam utilizar de forma bem planejada os quadrinhos da Turma da Mônica como ferramenta didática e multidisciplinar. Passando assim a deixar os gibis dispostos na escola, ao alcance das crianças, para que elas pudessem sentir o prazer de manusear, sem a obrigação imposta pelo professor.

Com os gibis ao alcance, as crianças passaram a aproveitar seus tempos livres para “verem” os gibis, contarem histórias para os amigos, sem medo de “tentar ler” as ilustrações.

Os professores também passaram a ler gibis, para conhecerem melhor o universo das crianças.

Com o conhecimento de cada personagem da Turma, as crianças passaram a tentar escrever e desenhar a personagem que eles mais gostam.

Algumas crianças passaram a se identificar com alguns personagens, e na hora da brincadeira assumiam o papel deste.

Quando é preciso que as crianças façam escritas espontâneas, elas fazem sem medo, e sempre assimilam a inicial da palavra pedida com a personagem da Turma da Mônica.

Nesse processo de alfabetização, os instrumentos de escrita e leitura são fatores fundamentais desse período que o aluno está sendo submetido a conhecer o mundo a sua volta e o significado das coisas e fatos que lhes são apresentados.

A história em quadrinhos, nesse processo de alfabetização e letramento, é de grande importância, pois além de divertir, esse gènero literário também pode fornecer subsídios para o desenvolvimento da capacidade de análise, interpretação e reflexão do leitor. (Borges, 2007,p.87)

Assim, a história em quadrinhos Turma da Mônica estimulou a imaginação, a criatividade e despertou o interesse pela leitura e escrita; desde cedo ofereceu oportunidades para que as crianças ampliem seus conhecimentos sobre o mundo aumentando suas criatividades e aguçando sua imaginação.

A sala de aula ficou mais lúdica, descontraída e prazerosa.

Por meio das imagens permitiram que as crianças compreendessem o que estavam lendo ou imaginassem o que poderia estar escrito; a leitura passou a ser expressiva, gerando idéias e proporcionando conhecimentos.

Freire afirma:

Do ponto de vista do uso da linguagem escrita, pode-se dizer que as histórias em quadrinhos têm algumas particularidades que interessam aos educadores, apresentando uma mistura de imagens e textos. A imagem é um instrumento mediador de aprendizagem mito importante e que muitas vezes é subestimado. (Freire, 1990,p.72).

A história em quadrinhos colaborou na alfabetização pelo fato de dirigir indicações que remotam os significados, mesmo sem o conhecimento da palavra escrita.

De acordo com Freire: Do ponto de vista educacional o trabalho pedagógico com histórias em quadrinhos convoca a aplicação de vários conhecimentos e demanda a construção dos outros tantos novos. (Freire,1990, p.60)

A Turma da Mônica, história em quadrinhos, aborda temas cotidianos, de interesse da criança, permitindo a criança a se reconhecer no personagem e se ver em situações semelhantes de sua própria vida, tornando-se para um produto da imaginação.
 

METODOLOGIA

Apresentarei os procedimentos que utilizei para o desenvolvimento deste trabalho.


Aproveitei o projeto da Turma da Mônica utilizado na escola em que atuo para realizar minha pesquisa sobre a importância das histórias em quadrinhos na alfabetização de crianças no último estágio da Educação infantil.

Para coletas de dados realizei questionários com os professores, para refletimos sobre o trabalho na sala de aula. Observei o comportamento, as expectativas e as atitudes das crianças durante os momentos de história e atividades com a “Turma da Mônica

Como se dá a inclusão das Histórias em Quadrinhos da Turma da Mônica?

A independência e a sociabilidade de uma criança em idade escolar vai se desenvolvendo a partir de novas experiências e, nesse momento necessita de orientação e adaptação do espaço escolar.


A função do professor é fazer com que haja no ambiente afeição, interesse e estímulo.

As Histórias em Quadrinhos da Turma da Mônica constitui de um sistema narrativo de dois códigos que atuam com interação: o verbal e o visual, separá-las é puramente didático.

Podemos assim aproveitar o visual onde nesta fase chama muita atenção das crianças.

A Histórias em Quadrinhos da Turma da Mônica é repleta de personagens, existentes de A a Z. Separados em letras para compor o alfabeto ilustrativo.

Alfabeto este, que as crianças passam a assimilar o personagem à letra, como na letra A, os personagens Anjinho, Astronauta e Aninha. Contando a história de cada um deles, o Anjinho é o anjo da guarda da Turma.

Em cada uma das letras existe um poema que ajuda as crianças a perceberem a fonética das letras:

Ela está no Astronauta

e nas asas do Avião

Na Aninha e no Anjinho

Na arara e no Azulão (exemplo)



Juntamente com as crianças monta-se uma gibiteca e uma brinquedoteca, não precisa necessariamente na gibiteca conter somente revistas da Turma da Mônica, porém estas chamarão mais atenção das crianças, pois aos poucos no decorrer do ano, elas passarão a conhecer cada personagens e a deduzirem (mesmo sem poder ler) o que cada personagem fala.

O professor conta pequenas histórias dos gibis para que eles saibam a ordem dos quadrinhos e dos balões.

Segundo Carvalho:

Justamente por serem histórias, é que as Histórias em Quadrinhos representam um rico material para se trabalhar em aulas de português. Na verdade, é essa disciplina que podemos trabalhar com as crianças desde a mais tenra infância, antes mesmo que saibam escrever (Carvalho, 2006,p.90).

A história em Quadrinhos da Turma da Mônica mistura textos e imagens atraentes para os pequenos, pois são histórias de personagens que tem a idade e o comportamento igual a muitos deles.

Como o Cascão que não gosta de tomar banho e muitos nessa idade, também não, e assim o professor aproveita para trabalhar a higiene e preconceitos e a oralidade, pois existem crianças que falam errado como o Cebolinha, porém outras falam de maneira diferente por terem vindo de outros estados.

Para Carvalho

Não existe falar errado. Existe o falar diferente. A oralidade reflete a diferentes culturas as quais as pessoas pertencem e devemos ter tolerância com ele. Já a ortografia, nesta sim existe o certo e o errado, pois é uma convenção com leis e regras. (Carvalho, 2006.p.91).

O professor deve adaptar as atividades a realidade da sala, aprimorando, reinventando e inovando, podendo aproveitar a cruzadinha, caça-palavras que estão dispostos em passatempos da Turma da Mônica e sites.

O professor deve estar em constante pesquisa, para poder trazer sempre coisas novas, atuais para as aulas não se tornarem maçante.

Existem dedoches e fantoches da Turma, para brincadeiras de teatros, que ajudam a criatividade e a socialização das crianças.

Os Quadrões da Turma da Mônica também auxiliam o professor a trabalhar artes na sala de aula, pois com eles, a crianças conhecem grandes pintores através de pinturas repintadas pelo autor da Turma Maurício de Souza, como a Monicalisa entre outros. Este trabalho aprimora o olhar das crianças para a arte e imaginação.

Os quadrinhos envolvem toda uma concepção de desenho, de humor, de ritmo, de intervenção, de situações das quais defrontamos. São partes integradas da cultura deste século e não devemos esnobá-las, e sim levá-la a sério.

A HISTÓRIA EM QUADRINHOS DA TURMA DA MÔNICA NA VIDA DA CRIANÇA EM INÍCIO DE SUA ESCOLARIZAÇÃO.

Não existem regras. No caso dos quadrinhos, pode-se dizer que o único limite para seu bom aproveitamento em qualquer sala de aula é a criatividade do professor e sua capacidade de bem utiliza-los para atingir seus objetivos de ensino. (Vergueiro, 2007, p.26)




O início da vida escolar é uma etapa muito importante para as crianças. Criam-se expectativas, onde as crianças irão descobrir um mundo cheio de desafios, principalmente se tratando de sua inserção num mundo em que irá descobrir a leitura e escrita.

Podemos considerar as Histórias em Quadrinhos da Turma da Mônica um tema que será desenvolvido por outros meios de comunicação, para aprofundar um conceito, gerar discussão, ilustrar uma idéia, uma forma lúdica, para cantos, alfabeto, entre outras coisas que auxiliam o ambiente alfabetizador.

Contudo é necessário destacar como as Histórias em Quadrinhos da Turma da Mônica influenciam na vida escolar da criança com cores, personagens lúdicos, brinquedos, ajudando no desenvolvimento dos mesmos, levando-se em consideração que esta pesquisa retrata a realidade de uma Escola Municipal de Educação Infantil.

terça-feira, 24 de agosto de 2010

A importância do ambiente alfabetizador

Nos primeiros dias de aula, o professor alfabetizador, precisa criar estratégias pedagógicas que contribuam para facilitar a apropriação da linguagem escrita.


A maioria dos professores pega como ponto de partida a realidade do aluno e aproveitam a bagagem cultural que este traz para escola. Busca-se sempre uma aproximação entre o mundo da escola e o mundo fora da escola.

Segundo Teberosky

Ambiente alfabetizador é aquele em que há uma cultura letrada, com livros, textos digitais ou em papel, um mundo de escritos que circulam socialmente. A comunidade que usa a todo o momento esses escritos, que faz circular as idéias que eles contém é chamada, alfabetizadora (Teberosky, 2007, Revista Nova escola)

As “regras” que o professor alfabetizador precisa seguir, como diz Ferreiro,2007,p.12.

Criar um ambiente alfabetizado significa organizar a sala de aula de maneira que cada parte ofereça materiais que favoreçam a aquisição de conhecimentos: Canto da leitura; Materiais diversos com ilustrações e escritas;(jornais, revistas, dicionários, folhetos, embalagens,etc.), Alfabeto ilustrado; Seqüência Numérica; Calendário; Painel de aniversariantes; Painel de ajudantes; Listão de palavras.

As crianças possuem preferências por atividades diferentes, Cada criança também tem seu ritmo próprio. O desenvolvimento das suas atividades psicomotoras, de seu relacionamento com os outros, de sua fala e diversas outras formas de comunicação vão acontecendo em épocas relativamente distintas. Elas reagem de formas diferentes, por isso o ambiente alfabetizador precisa ser organizado e assimilado nos hábitos de trabalho que contribuem para a independência de cada uma delas. A sala de aula deve incentivar o interesse pela leitura, escrita e manuseio do material didático. Os materiais expostos devem apresentar ordem e clareza, não provocando poluição visual. (Ferreiro, 2007.p.12. Revista Nova Escola).

Para tanto é necessário que o professor, principalmente que lida com crianças de cinco a seis anos, deva pensar em como proporcionar a entrada no mundo da leitura e da escrita para essas crianças que já carregam uma bagagem, porém estão com o mundo aberto para novas descobertas.

Segundo, Vergueiro:

É muito importante que o professor tenha suficiente familiaridade com o meio, conhecendo os principais elementos da sua linguagem e os recursos que ela dispõe para representação do imaginário, domine razoavelmente o processo de evolução histórica dos quadrinhos, seus principais representantes e característica como meio de comunicação de massa, esteja a par das especificidades do processo de produção e distribuição de quadrinhos, e enfim, conheça os diversos produtos em que eles estão disponíveis (Vergueiro, 2007.p.29)

Quando pensamos em histórias em quadrinhos pensamos, nos vários tipos de personagens, super-heróis, etc. Devemos dispor na sala todos os tipos de livros, gibis, e revistas, porém para não haver uma poluição visual, é necessário escolher uma temática, fica mais fácil, tanto para o educador, quanto para o educando que esta iniciando o processo alfabetizador.

O aluno terá nesse início, como desafio maior, adaptar-se aos novos personagens, tornando-os parte de seu cotidiano.

Inicia-se uma nova fase para estas crianças que buscam novos saberes e que para atingir sua construção plena irão contar com as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica.



Diferentes ambientes de aprendizagens

A criança desde que nasce até sua idade adulta está em constante contato com diferentes meios de aprendizagens, onde vive em busca de satisfazer suas necessidades passando por diferentes convívios e as ações deste meio poderão influenciar na sua formação.

Entre os principais envolvidos no desenvolvimento das crianças, destacam-se: a família e a escola.

Segundo Freire:

A primeira escola da criança é a família. Na família ela aprende observando o modelo adulto. O adulto faz, a criança observa e imita. Para a criança não escapa nada.

Na família é lição toda hora: na conversa da vizinha, na brincadeira com a mãe, na leitura da comida, na arrumação da casa..., A criança está sempre com o radar ligado, captando as palavras, os gestos, os costumes, testando sempre seus limites. (Freire, 1990, P.65).

Os pais são vistos pelos seus filhos como exemplos, determinando suas ações e muito de seu aprendizado. Estamos diante de uma educação informal, onde há muitas aprendizagens, principalmente de valores, onde os pais é que proporcionarão este ambiente, que poderá ser rico ou pobre de experiências, possibilitando influências na formação dos traços da personalidade, atitudes, valores e na própria aprendizagem escolar.

Quando cito ambiente rico, refiro-me à influência da relação que existe na família, onde a mesma também tem a preocupação de oferecer um ambiente voltado para o desenvolvimento de seus filhos. Desta maneira há uma preocupação dos pais com a idéia de utilização das histórias em quadrinhos.

Em seu livro, Vergueiro deixa claro que:

As histórias em quadrinhos são objeto de restrição, condenadas pelos pais. De uma maneira geral os adultos tem dificuldade para acreditar que por possuírem objetivos essencialmente comerciais, os quadrinhos pudessem também contribuir para o aprimoramento cultural e moral de seus jovens leitores.(Vergueiro, 2007, P.8)

Muitos pais desconfiam das páginas multicoloridas das histórias em quadrinhos, acreditam que afastam as crianças de leitoras mais profundas, tornando-as preguiçosas e atrapalhando assim o amadurecimento sadio e responsável.

A primeira barreira a ser quebrada é a aceitação dos benefícios que as histórias em quadrinhos podem trazer e facilitar a vida escolar de seus filhos.

Vergueiro afirma em seu livro:

A barreira pedagógica contra as histórias em quadrinhos predominou durante muito tempo e, ainda hoje, não se pode afirmar que ela tenha realmente deixado de existir. Mesmo atualmente há notícias de pais que proíbem seus filhos de lerem quadrinhos, sempre que as crianças não se saem bem nos estudos ou apresentam problemas de comportamento, ligando o distúrbio comportamental à leitura de gibis (Vergueiro, 2007, p.16).

Não só os pais, como professores, encontram dificuldade de lidar com esta barreira, principalmente os que cresceram na época que malefícios da leitura de quadrinhos faziam parte do senso-comum.

Em seu livro, Vergueiro cita:

Os órgãos oficiais de educação passaram a reconhecer a importância de se inserir as histórias em quadrinhos no currículo escolar, desenvolvendo orientações específicas para isso. Por exemplo, o emprego das histórias em quadrinhos já é reconhecido pela L.D.B. (Lei de Diretrizes e Bases), e pelos P.C.Ns. (Parâmetros Curriculares Nacionais). (Vergueiro, 2007, p.21).

Portanto, percebemos que as barreiras contra o uso das histórias em quadrinhos em ambiente didático foi derrubada e o professor pode utilizar livremente no processo ensino-aprendizagem do aluno.

Calans diz:

Uma vez que se saiba com que tipos de material a classe está familiarizada, o professor poderá então efetuar um planejamento estratégico do bimestre ou do semestre, adequando o conteúdo programático à realidade do aluno e a tipologia de quadrinhos identificadas.(Calans, 2005.p13).



Constantemente as crianças estão sujeitas a diversas experiências, em diferentes meios, que possibilitarão ou não o seu desenvolvimento cultural e social.

Podemos destacar de uma maneira geral, que a maioria das pessoas tem o costume de partilhar suas revistas de quadrinhos, emprestando para amigos e familiares, sendo estes fortes colaboradores para experiências, onde destas, surgirão marcas que serão profundas e que estarão presentes por toda vida da criança.

Sendo assim destaco a seguir, o quanto o ambiente alfabetizador pode ou não contribuir para seu desenvolvimento.

INFLUÊNCIA DOS MEIOS DE CONVIVÊNCIA

A educação como processo de conhecimento que engloba tudo e todos na escola. (Freire, 1990, p.120)


Quando a criança entra para escola, o professor procura valorizar muito as experiências que trazem de outros meios de convivência, por isso o objetivo deste capítulo é esclarecer a importância dos meios de convivência na vida de uma criança que está por iniciar sua vida escolar.

Neste sentido, há dois aspectos para ser considerados: os diferentes ambientes de aprendizagens; a barreira contra as histórias em quadrinhos no processo de alfabetização e formação da criança.

Onde tudo começou

Esta pesquisa se dá num contexto de uma escola municipal, localizada em um bairro próximo ao centro de Itapecerica da Serra, que oferece a Educação Infantil. Para a realização da pesquisa, foram elaborados questionários, observação e leituras bibliográficas. O questionário contém questões abertas e fechadas, os públicos alvos são alunos do pré e profissionais da Educação Infantil.


Concentrei minhas observações nos alunos que freqüentam o Pré, justamente por se encontrarem em processo de alfabetização.

O tema foi escolhido mediante ao projeto Turma da Mônica, desenvolvida pelos professores da escola investigada.

A pesquisa tem por objetivo verificar como se dá a influência das Histórias em Quadrinho no processo de alfabetização:

-Identificar o mito Histórias em Quadrinhos em sala de aula;

-Compreender se as Histórias em Quadrinhos são um meio de comunicação de massa, de grande penetração popular;

Uma das maiores frustrações para os professores é descobrir que seus alunos podem aprender através de gibis, sendo que na sua época de escola, gibi era somente para alunos ditos “burros”, e os professores os proibiam dentro de sala de aula.

Durante ao tempo que venho me dedicando ao exercício do magistério atuando sempre em classes de alfabetização, percebi que muitos professores encontram dificuldades para auxiliar seus alunos no uso dos gibis, pois estes vêem somente o uso do gibi como meio de distração.

No entanto, há outros motivos que dificultam essa influência:

- A integração com o trabalho desenvolvido pelo educador;

-A dificuldade de enxergar o gibi como um bom material didático;

No processo de alfabetização, as crianças que tem contato com os gibis, com o ambiente rico em oportunidades se desenvolvem melhor e mais rápido, os que apresentam dificuldades conseguem ter avanços significativos.

Neste sentindo, esta investigação pretende contribuir para que as Histórias em Quadrinhos possam atuar de maneira expressiva no processo de alfabetização, oferecendo esclarecimento e possíveis ações.

Segundo a Lei de Diretrizes e Bases (9394/96) e os Parâmetros Curriculares Nacionais (2001,p.2)

O emprego dos quadrinhos e sugestões de mudanças dos Conteúdos Programáticos das Disciplinas do Ensino Fundamental, apresentada em 1997 pelo Ministério da Educação e Cultura.



Como a história em quadrinhos misturam textos e imagens, são extremamente atraentes para os pequenos. E como textos e imagens se completam em uma história é possível tentar interpretar o que está acontecendo sem saber ler o texto (Carvalho, 2006, p. 90).



Para tanto o gênero Histórias em Quadrinho da às crianças a sensação de serem leitoras, o que é importante no processo de alfabetização, onde muitas vezes as crianças vem com a idéia erronia que “não sei ler” quebrando assim o medo.

No capítulo 2, desenvolvo a temática que envolve as crianças e os ambientes de aprendizagens a que estão expostos, dou destaque ao tabu que há sobre as Histórias em Quadrinhos, e a importância do ambiente alfabetizador.

No capítulo 3, pretendo enfocar a participação das Histórias em Quadrinhos no processo de ensino aprendizagem e escolho a Turma da Mônica para a organização do Espaço escolar e as atividades.

No capítulo 4, trato de uma questão importante, de como uma EMEI, trabalha esse tema na escola. E como os professores atuam tentando envolver seus alunos.